Futebol feminino: conheça as craques do Brasil
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Futebol feminino: conheça as craques do Brasil

Futebol é esporte só de meninos, certo? Nada disso! As mulheres invadiram os campos e mostraram que também têm gingado nos pés. Aliás, a maior artilheira da história da Copa do Mundo é uma mulher. É dela mesmo que estamos falando: Marta. Uma verdadeira força da natureza, a jogadora reúne 17 gols na competição e ultrapassa nomes importantes do futebol, como Klose e Ronaldo.

Mas não para por aí. A futebolista também já foi eleita nada menos do que seis vezes como a melhor jogadora do mundo. Não há dúvida que Marta é uma representante de peso que honra — e muito — não só a camisa da seleção, mas também a ala feminina.

Contudo, o futebol feminino não se resume apenas a essa jogadora. Existem outras futebolistas brasileiras formidáveis, que conquistaram o seu espaço e hoje são referência nos campos e fora deles. Quer conhecer algumas delas? Continue a leitura!

Sisleide do Amor Lima (Sissi)

Sabe quem era a dona da camisa 10 antes da Marta? Não? Era a Sissi, apelido de Sisleide do Amor Lima. Ela foi pioneira na história do futebol feminino brasileiro e, como todo camisa 10, era craque de bola.

O seu talento com os pés e a sua determinação levou-a à primeira Seleção Brasileira de Futebol da categoria feminina. Em 1988 ela disputou o Mundial Experimental, ocasião em que o país ocupou a terceira posição.

Já no final da década de 90, mais precisamente em 1999, Sissi foi a artilheira da Copa do Mundo com impressionantes 7 gols. Ela também foi a goleadora do Campeonato Sul-Americano. Isso sem falar da sua incrível atuação na primeira edição dos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 96, e em Sydney, em 2000.

No futebol nacional, Sissi foi estrela da equipe do São Paulo entre os anos de 97 e 2000. Inclusive, ela fazia parte do elenco quando o clube conquistou o campeonato paulista e o brasileiro.

Em uma época marcada pela dominação masculina, Sissi teve que driblar não só os adversários do campo, mas também os tabus e preconceitos. Até porque por muito tempo jogar bola era proibido para as mulheres. Formar um time feminino legalmente só foi viável depois de 1979 aqui no Brasil.

Os obstáculos foram ainda mais longe. O potencial da jogadora já foi colocado em cheque algumas vezes devido a fatores externos, como padrões de comportamento e aparência. Quer um exemplo? Para homenagear uma criança com câncer, ela raspou o cabelo e, por isso, sofreu ataque e críticas.

Agora, com seus mais de 50 anos, Sissi utiliza toda a sua sabedoria e trajetória para treinar um time de base nos Estados Unidos. E o melhor: ela pode assistir de perto a evolução da modalidade, sabendo que sua presença foi essencial para que o futebol feminino ganhasse mais visibilidade.

Miraildes Maciel Mota (Formiga)

Não há como falar de futebol feminino sem citar o nome de Miraildes Maciel Mota. Não sabe de quem se trata? Então, vamos simplificar: é a Formiga.

Duas vezes vice-campeã olímpica e uma vez vice-campeã mundial, ela é a única — entre o time das mulheres e dos homens — a participar de 7 Copas do Mundo. Formiga disputou os jogos de 95, 99, 2003, 2007, 2011, 2015 e 2019.

Ainda tem mais. Ela fez história no futebol feminino ao participar de todos os torneios olímpicos, que estreou a modalidade em 1996, em Atlanta. É isso mesmo: ela participou das 6 edições dos jogos olímpicos.

Baiana, com 41 anos, Formiga alcançou o marco de ser a futebolista com maior número de partidas vestindo a camisa verde e amarela. Ela já jogou mais de 150 partidas, ultrapassando o lateral Cafu. Atualmente, Formiga tem contrato com o time francês do Paris Saint Germain até 2020.

Cristiane Rozeira

Outro nome de destaque no futebol feminino é a nossa queridinha Cristiane. Inclusive, ela foi o nome de destaque na estreia da Copa do Mundo de 2019, uma vez que marcou 3 gols pela seleção em partida contra a Jamaica.

Uma das estrelas do time canarinho, a camisa 11 é a maior goleadora do futebol feminino da história dos Torneios Olímpicos. Ela já fez a rede balançar 14 vezes durante as competições.

Cris é natural de Osasco e um dos nomes de destaque da seleção. Com ampla bagagem, ela já atuou em times internacionais, como Chicago Red Stars, dos Estados Unidos e Changchun Dazhong Zhuoyue da China, sendo uma das jogadoras mais bem pagas do mundo. Hoje, ela é o principal reforço da equipe feminina do tricolor paulista.

Vale destacar que Cristiane também conquistou, em 2007 e 2008, o prêmio de terceiro lugar na disputa pelo título de melhor do mundo pela Fifa. Na época, ela dividiu a cena com a colega Marta.

Delma Gonçalves (Pretinha)

Exemplo de caso bem-sucedido, Delma Gonçalves, mais conhecida como Pretinha, construiu uma notável carreira tanto no futebol feminino como na seleção. Ela já atuou em quatro edições da Copa do Mundo e quatro Olimpíadas.

A sua trajetória teve início em 1991, no modesto time de Medanha. De lá para cá, ela alçou voos inimagináveis e foi destaque por onde passou, como: Vasco da Gama, Washington Freedom (EUA), San Jose CyberRays (EUA),  Kobe Leonessa (Japão).

Em 2011, Pretinha também ajudou a criar a liga norte-americana de futebol feminino, que depois foi extinta. A sua última convocação para representar a seleção brasileira foi em 2014. No ano seguinte, a futebolista aposentou-se. Mas o seu legado permanece intacto e ela continua sendo inspiração para todos aqueles que apreciam um futebol de qualidade.

Essas são apenas algumas das futebolistas que representam a força e o poder da mulher nos esportes. Elas mostraram claramente que dominam os campos e são verdadeiras guerreiras, abrindo espaço para que o futebol feminino consiga alcançar novos patamares. Afinal, com elas, o mundo começou a enxergar a modalidade com outros olhares. E já era hora, não é mesmo?

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