Ídolo do Atlético Mineiro - São Victor: o goleiro milagreiro

Ídolo do Atlético Mineiro – São Victor: o goleiro milagreiro

Os 10 segundos mais longos da história do Atlético jamais saírão da cabeça de nenhum torcedor do Galo. Enquanto Riascos caminhava em direção à bola, lágrimas escorriam no rosto de cada atleticano fanático; o sonho da Libertadores acabava ali.

Faltando menos de um minuto de jogo, qualquer reação seria impossível. Era o último lance.

Apenas uma intervenção divina poderia manter o sonho vivo e ela veio, através de São Victor. Com o bico da chuteira ele sacramentou: esse ano não tem jeito, 2013 era Galo!

Embora esse seja o lance mais marcante do goleiro, foi apenas um dos milagres executados por Victor desde a sua chegada ao Atlético. Em pouco mais de 2 anos, já podemos dizer que ele é um dos grandes ídolos da história do time.

Mas não foi sempre que Victor teve a sua alcunha de Santo. Até atingir o seu ápice no Atlético Mineiro, o jogador teve uma grande trajetória.

Quer saber mais sobre a história do melhor goleiro brasileiro da atualidade? Confira o nosso post de hoje!

Eu acredito: os primeiros passos como profissional

Victor Leandro Bagy nasceu no dia 21 de Janeiro de 1983, em São Paulo e, desde pequeno, já demonstrava talento embaixo das traves. Talento esse que, em 1997, o levou a iniciar a sua carreira nas quatro linhas, pelo São Paulo FC, aos 14 anos.

No ano seguinte, percebendo que dificilmente se tornaria titular no clube, posição ocupada por Rogério Ceni, Victor optou por mudar de ares e se transferiu para o Paulista de Jundiaí. Foi lá que, em 2000, aos 17 anos, iniciou a sua carreira como um goleiro profissional.

Pelo Paulista, o futuro ídolo do Atlético Mineiro participou da conquista histórica da Copa do Brasil, em 2005. Na época, o time era comandado por Vágner Mancini, técnico que, posteriormente, seria responsável por levar Victor para o Grêmio. Em 6 anos de clube, Victor disputou 138 jogos, até que no de 2008 foi transferido para o Grêmio.

Grêmio: o princípio da canonização

No Sul, o goleiro se deu muito bem! Chegou e, rapidamente, assumiu a titularidade na equipe gaúcha.

Foi lá onde Victor ganhou o status como um dos maiores goleiros do Brasil e teve as suas primeiras passagens pela seleção. No Grêmio, Victor demonstrou ao país todo o seu potencial e, depois de quase quatro anos de clube, despertou o interesse da diretoria do Galo, para onde se transferiu em 2012.

O Grêmio é o clube que Victor atuou por mais partidas. Foram 263 jogos, mas apenas um título gaúcho em toda a sua trajetória. Apesar de ter se saído muito bem, o clube que não conquista um grande título há anos não ajudou.

Victor chega ao Horto

Desde a saída de Diego Alves, o Atlético Mineiro não tinha um goleiro digno de vestir o manto sagrado. Victor chegou para suprir a carência do ex ídolo e, em pouco tempo de clube, o goleiro já demonstrava que cairia nas graças da torcida.

Chegou para compor um dos melhores times da história do Atlético, o SelêGalo. Em seu primeiro ano no clube, ao lado de craques como Ronaldinho Gaúcho, Bernard e Marcos Rocha, o clube foi vice-campeão brasileiro, em um campeonato polêmico decidido na reta final, com direito a muitos erros de arbitragem.

Eu vi Riascos ir pra bola: São Victor do Horto

O ano de 2013 foi o ano do Galo e também o ano de Victor. A temporada não poderia ter começado melhor.

No primeiro semestre, o Atlético se sagrou campeão Mineiro derrotando o Cruzeiro na final. Poucos meses depois, viria o título mais importante da história do clube, a Libertadores da América.

Foi sofrido, foi na raça, foi na base das viradas e do amor. Foi a libertadores com a cara do Atlético, com todos os ingredientes que os fanáticos torcedores do clube exigem.

Não adianta ganhar, tem ser sofrido. Em um clube com Ronaldinho Gaúcho, Diego Tardelli e Bernard, o grande destaque da competição estava embaixo das traves. São Victor.

O primeiro milagre veio nas quartas de final, quando no último segundo de jogo o goleiro defendeu um pênalti com o bico da chuteira, garantindo a classificação. Nas semis o Atlético conseguiu reverter uma derrota de 2 a 0 fora de casa levando o jogo para os pênaltis, e São Victor, mais uma vez, se certificou de garantir o Atlético Mineiro a na próxima fase.

A final não poderia ser diferente. Nova derrota por 2 a 0 fora de casa, e de novo o Atlético conseguiu a igualdade. Outra disputa de pênalti, a essa altura a confiança era alta, a torcida sabia que o título estava nas mãos certas, e Victor respondeu à altura, novamente garantiu a vitória nos pênaltis e o Atlético se sagrou campeão da Libertadores pela primeira vez em sua história.

Copa das viradas: mais um título histórico

O ano de 2014 não começou tão bem para o Atlético e, apesar da conquista novamente sofrida da Recopa Sul Americana, o primeiro semestre não foi tão bom assim. Apesar disso, Victor esteve bem e teve a oportunidade de disputar a sua primeira Copa do Mundo. Para muitos, deveria ter sido titular.

No final do ano, o Atlético se acertou, terminou o Brasileiro na parte de cima da tabela e disputou a Copa do Brasil mais marcante da história. A Copa das viradas milagrosas!

Primeiro, reverteu um 2 a 0 contra o Corinthians, mesmo sofrendo 1 gol no jogo de volta, em um histórico 4 a 1. Depois, o raio caiu no mesmo lugar e, contra o Flamengo, a história se repetiu para uma nova virada histórica.

Para melhorar a situação, só ganhando a final em cima do maior rival. E ela veio! A final contra o Cruzeiro foi tranquila, o Galo se impôs e foi muito superior nas duas partidas, sagrando-se campeão, pela primeira vez, na história da competição. Em apenas 3 anos de clube, Victor já conquistou dois dos títulos mais importantes da história do Atlético Mineiro, disputou uma Copa do Mundo e, ainda, foi canonizado como São Victor do Horto.

Qual o milagre de São Victor que mais te marcou? Deixe um comentário e participe dessa homenagem ao goleiro alvinegro!

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