Como o time do Santa Cruz se superou e foi para a série A do brasileiro?

Como o time do Santa Cruz se superou e foi para a série A do brasileiro?

Um time mais do que amado. Idolatrado. Guerreiro. Uma história de superação. Não é à toa que o time do Santa Cruz, de Recife-PE, saiu das cinzas da Série D e chegou à elite do Brasileirão neste ano. Foram sete anos de muita luta, com garra dos jogadores, comissão  técnica e, principalmente, apoio incondicional de sua torcida.

Durante as partidas na amarga Série D, os santa-cruzenses mantiveram um público médio de 40 mil pagantes, a melhor média entre todas as quatro divisões do futebol brasileiro. Ressurgir após tantas quedas não foi tarefa fácil, mas a superação de obstáculos tem sido presente em toda a trajetória dessa equipe fundada por 11 jovens, no dia 3 de fevereiro de 1914.

Trajetória de sucesso

Engana-se quem pensa que a subida de tantas séries em tão pouco tempo foi o único feito extraordinário do clube, também conhecido carinhosamente como Santinha. O time do Santa Cruz é responsável pela maior virada de jogo da história do futebol brasileiro.

Aconteceu em 1915 e, acreditem, o time perdia para o América por 5 a 1 até os 30 minutos do 2º tempo. De forma fantástica, virou a partida. Foram seis gols em apenas 15 minutos. No fim, o placar registrava 7 a 5 para delírio da torcida.

E se para uma equipe de sucesso o céu é o limite, para o Santa Cruz nem mesmo a seleção brasileira foi capaz de deter a garra dos seus jogadores. O Santinha bateu o escrete canarinho por 3 a 2, em um amistoso realizado em 1934,  após a seleção retornar da Copa da Itália.

Pioneirismo

De todos os times do Norte e Nordeste do país, o Santa Cruz foi o primeiro a incluir um negro no elenco. Isso na década de 10, quando o racismo era prática corriqueira em todos os setores da sociedade, principalmente nos esportes. Teófilo Batista de Carvalho, o Lacraia, foi o pioneiro e representou a união de raças da equipe tricolor.

Vale ressaltar que grandes nomes do futebol nacional (e internacional) também já defenderam o Santa Cruz, como o meia Rivaldo, o atacante Nunes, o hoje técnico Levir Culpi e o zagueiro Ricardo Rocha, entre muitos outros.

Garra de campeão

Ao longo de sua história, o Santinha sempre esteve entre as principais forças de Pernambuco. Detém 29 títulos estaduais, o único tri-supercampeão do Estado, uma taça Norte-Nordeste e o prêmio Fita Azul do Brasil, concedido em 1980 após alcançar a invencibilidade em uma série de amistosos no exterior. Venceu 10 jogos e empatou apenas dois, sem nenhuma derrota, em excursões pelo Oriente Médio e Europa.

Rivalidade histórica

Um dos principais clássicos do futebol brasileiro é entre o time do Santa Cruz e o Sport Clube do Recife. Sempre que as duas equipes se enfrentam, o público atinge números estratosféricos. É conhecido como o “clássico das multidões”.

Superação total

A recente subida de divisões mostrou o quanto o Santa Cruz é forte. A recuperação é fruto de muitos esforços, passando pela diretoria, comissão técnica, jogadores e torcida. Um trabalho de base foi feito sem medir esforços. Planejamento apurado, atletas jogando pela camisa e vencendo obstáculos do dia a dia também foram fundamentais para a trajetória de superação da equipe.

E a recompensa chegou no jogo contra o Mogi Mirim, em Itu-SP, quando o Santinha finalmente decretou seu retorno à elite do futebol brasileiro, em uma festa que atravessou dias de comemoração na capital pernambucana.

E aí, tem outras curiosidades sobre o time do Santa Cruz para nos contar? Então deixe seu comentário aqui no post!

cta_finalpost_santacruz

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *