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história da ginástica artística
15 dez

Conheça a história da ginástica artística feminina no Brasil

Conhecer a história da ginástica artística ajuda a entender a beleza de um esporte que não apenas envolve um conjunto de técnicas bem coordenadas, mas que também encanta a todos pelo charme e delicadeza dos movimentos. Os exercícios exigem força, agilidade, equilíbrio, flexibilidade e claro, muito esforço e dedicação. 

Pensando nisso, vamos apresentar a você um pouco mais da história da ginástica artística mundial e brasileira. Veja, agora, como foi a evolução das nossas atletas nesta modalidade e entenda por que a ginástica artística é um dos destaques entre as principais mulheres no esporte brasileiro. Boa leitura!   

Qual a origem da ginástica artística? 

A prática de movimentos e coreografias semelhantes aos da atualidade se originou em apresentações no Egito Antigo. Porém, alguns estudiosos do tema defendem que o berço da ginástica artística — também chamada de olímpica — foi a Grécia. 

Curiosamente, a ginástica artística não era ensinada somente com o intuito recreativo ou para treinos de competições. No passado, os jovens, principalmente os homens, eram estimulados ao treino desta atividade para aperfeiçoar o desempenho militar e, com isso, tornarem-se mais preparado para a guerra.  

Durante a Idade Média, depois da queda do Império Romano, a tradição de culto ao corpo defendida pelos romanos perdeu força. Com isso, a ginástica olímpica passou a ser treinada apenas pelos acrobatas. Na época, os espetáculos de circo eram a principal diversão, o que influenciou bastante a evolução dos movimentos da ginástica. 

O resgate desta modalidade esportiva aconteceu por volta do século 19, quando o alemão Friedrich Ludwig Christoph Jahn apostou neste esporte e inaugurou a primeira escola para de ginástica ao ar livre. Segundo a história da ginástica artística, Jahn também não objetivava motivar o espírito esportivo, mas preparar a juventude para enfrentar a força do exército napoleônico. 

Entretanto, Jahn criou muitos aparelhos que até hoje são utilizados nas competições: barras horizontais, cavalo com alças, traves para acrobacias e barras paralelas. Por essa contribuição ao esporte, Christoph Jahn é considerado o “pai da ginástica”. Para a época, alguns exercícios de ginástica eram considerados perigosos, o que levou Jahn à prisão. 

Como surgiu a ginástica artística feminina do Brasil? 

Em termos mundiais, somente em 1896 a ginástica artística — apenas a masculina — foi incluída nos Jogos Olímpicos da Era Moderna. No Brasil, a modalidade chegou alguns anos antes, no século XIX, junto aos imigrantes europeus que fixaram residência no Sul no país. 

Em 1824, a colonização alemã gaúcha foi a primeira a fundar uma Federação de Ginástica, que foi intitulada de Federação Rio-grandense de Ginástica. Esse foi um salto importante para oficializar esta prática no Brasil. 

Anos mais tarde, no final de 1858, foi criada a Sociedade de Ginástica de Joinville, em Santa Catarina. A partir daí, outros atletas brasileiros também deram a sua contribuição para a história da ginástica artística no país. Assim, clubes e salões de festas passaram a organizar eventos com essa novidade. 

Porém, logo as competições começaram: em 1950 houve o primeiro torneio nacional de ginástica olímpica. Os participantes eram dos estados com mais tradição nesse esporte: Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. Mas somente em 1978 que o esporte ganhou força nacional com a criação da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG). 

O que marcou a história da ginástica artística feminina do Brasil nas Olimpíadas? 

Vamos entender melhor como foi a evolução desse esporte no Brasil? Para facilitar a compreensão, destacamos as datas dos eventos mais importantes. Observe:  

  • 1951 — aconteceu o I Campeonato Brasileiro de Ginástica;  
  • 1974 — pela primeira vez, a equipe feminina brasileira participa do Campeonato Mundial da Bulgária;
  • 1980 — a equipe do Brasil participa dos Jogos Olímpicos de Moscou;
  • 1992 — Luiza Parente consegue destaque nos Jogos Olímpicos de Barcelona;
  • 1999 — o Brasil consegue classificar duas ginastas para as Olimpíadas de Sidney (Austrália) ao se destacar no Campeonato Mundial em Pequim, na China;
  • 2000 — Daniele Hypólito faz boa participação e consegue a 21° colocação em Sidney;
  • 2001 — o Brasil consegue medalha com Daniele Hypólito no campeonato mundial;
  • 2003 — Daiane dos Santos se destaca e consegue a primeira medalha de ouro para o Brasil em um torneio Mundial;
  • 2004 — nas Olimpíadas da Grécia, Danielle Hypólito e Daiane dos Santos se destacam na prova de Solo.
  • 2008 — pela primeira vez na história da ginástica artística, o Brasil leva uma equipe completa para competir nas Olimpíadas de Pequim, na China. 

Quem são as brasileiras de mais destaque na história da ginástica artística? 

O primeiro nome da história da ginástica artística feminina brasileira é Cláudia Magalhães, na Olimpíada de Moscou em 1980. Em seguida, a ginasta Soraya Carvalho teve uma boa participação no Mundial e foi classificada para as Olimpíadas de Atlanta, nos EUA, em 1996. Apesar do apoio da torcida, uma lesão no tornozelo a impediu de participar. 

Os próximos Jogos Olímpicos seriam em Sydney, em 2000. Nesta competição, duas ginastas brasileiras, Daniele Hypólito e Camila Comin, foram classificadas. Essa participação olímpica abriu caminho para Daniele Hypólito conquistar a primeira medalha de prata para o Brasil no Campeonato Mundial de 2001. 

Dois anos depois, Daiane dos Santos entra para a história da ginástica artística: ouro para o Brasil no Campeonato Mundial nos Estados Unidos! Com esta grande façanha, Daiane tornou-se a primeira mulher a ganhar uma medalha de ouro em ginástica individual. Em 2007, Jade Barbosa trouxe o bronze para o Brasil no Mundial de em Stuttgart, na Alemanha. 

Como você viu, nossas meninas fizeram bonito na história da ginástica artística. A brasileira Daiane dos Santos registrou seu nome (“dos Santos”), em um difícil salto criado por ela. Isso demonstra que o esporte pode levar à superação dos limites e a conquistas incríveis, não apenas no pódio, mas também na vida de quem acredita em seus sonhos. 

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