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Campeão em 81, Flamengo disputa sua 13ª Libertadores. Confira histórico

Equipe rubro-negra ergueu troféu ao bater o Cobreloa, do Chile, no começo da década de 80 logo após conquistar seu primeiro Campeonato Brasileiro

Apoiado por uma legião calculada em 33 milhões de torcedores, de acordo com levantamento de dezembro da Paraná Pesquisas, e com um elenco qualificado que conta com atletas de destaque, como Diego e Guerrero, o Flamengo segue nesta quarta-feira, contra o Universidad Católica, a disputa da sua 13ª  participação em Libertadores da América, igualando-se a Corinthians e Santos nesse ítem. Apenas o São Paulo, com 18, Palmeiras e Grêmio, com 17 cada, e Cruzeiro, com 15, já estiveram no torneio mais vezes, entre os clubes brasileiros.

Entre essas 13 competições, a melhor para o time da Gávea foi a primeira, em 1981, quando chegou ao título, ao derrotar o Cobreloa, do Chile, em uma melhor de três partidas marcada por vários lances violentos e polêmicos. Ganhou a primeira no Maracanã por 2 a  1, mas perdeu a segunda, em Santiago, por 1 a 0. Na terceira, em campo neutro, em  Montevidéu, no Uruguai, o rubro-negro fez 2 a 0 (ambos de Zico), ficando com o troféu. Dirigida por Paulo Cesar Carpeggiani, a equipe campeã formou com Raul, Nei Dias, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Leandro e Zico; Tita, Nunes (Anselmo) e Adílio.

No mesmo ano, no Japão, o Flamengo goleou o Liverpool, campeão europeu, e assegurou o titulo mundial (antes da versão criada pela Fifa em 2000). Para chegar àquela Copa Libertadores, o time de Zico & cia. pôs fim ao que era até então uma dificuldade histórica do clube, a de ganhar troféus fora do Rio. Tanto que até 1980, quando foi campeão brasileiro pela primeira vez, tinha ganhado campeonatos cariocas e o Rio-São Paulo de 1961. Embora já fosse maioria na época, torcedores rubro-negros tinham de ouvir as gozações dos fãs do Botafogo (que já havia sido campeão da Taça Brasil de 1968), Fluminense (campeão da Taça de Prata de 1970) e Vasco (campeão sul-americano de 1948 e brasileiro de 1974).

A partir dos anos 80, porém, o Flamengo iria começar a colecionar troféus nacionais e a se tornar frequentador da Libertadores, tendo ido a quatro seguidas, de 1981 a 1984.  Em 1982, tornou a disputar o torneio como campeão do ano anterior. Foi até a semifinal, mas no triangular com Peñarol e River Plate, foi superado pelo time uruguaio, que chegou à decisão com o mesmo Cobreloa e terminou campeão. No ano seguinte, o rubro-negro tornou a participar da competição, como campeão brasileiro de 1982. Entretanto, não foi além da fase de grupos. Em 1984, fez novamente uma boa campanha e foi à semifinal, no triangular com Grêmio e o venezuelano Universidad de Los Andes. Grêmio e Flamengo terminaram iguais em pontos, mas o time gaúcho avançou à final, graças ao melhor saldo de gols, e perdeu o troféu para o Independiente, da Argentina.

Embora tenha sido campeão da Copa União de 1987, promovida pelo Clube dos Treze, rompido com a CBF e a considere um de seus títulos nacionais, o rubro-negro carioca não disputou a Libertadores de 1988, exatamente porque a entidade nacional não reconhece a Copa União até hoje. Assim, o Flamengo só voltaria à competição sul-americana em 1991, como campeão da Copa do Brasil de 1990. Na Libertadores, parou nas quartas de final, mesma fase em que foi eliminado na edição de 1993. A partir daí, as outras participações rubro-negras foram mais modestas. Saiu na fase de grupos em 2002, nas oitavas de final em 2007 e 2008 e nas quartas em 2010. Já em 2012 e em 2014, não foi longe, tendo sido eliminado na fase de grupos.

O Flamengo é um dos 28 clubes brasileiros que já participaram ao menos uma vez da Copa Libertadores da América desde 1960 e um dos dez que já puderam comemorar ao menos um título. O Santos foi tricampeão, em 1962, 1963 e 2011; o São Paulo, tricampeão, em 1992, 1993, e 2005; o Palmeiras, em 1999; o Cruzeiro, em 1976 e 1997; o Grêmio, em 1983 e 1995; o Internacional, em 2006 e 2010; o Atlético Mineiro, em 2013; o Corinthians, em 2012; e o Vasco, em 1998.

Em 1960, o uruguaio Peñarol ergueu a primeira Copa dos Campeões da América. A partir de 1965, o campeonato teria sua denominação alterada para a atual, em homenagem a figuras históricas que haviam lutado e alcançado a independência dos países sul-americanos, como José Artigas, Simón Bolívar, José de San Martín, Antonio José de Sucre, Bernardo O´Higgins e os brasileiros Dom Pedro I e José Bonifácio de Andrada e Silva. Após a conquista do primeiro título de Copa do Mundo pelo Brasil em junho de 1958, na Suécia, dirigentes brasileiros levaram adiante e obtiveram a aceitação junto a dirigentes de outros países sul-americanos o projeto de um campeonato de clubes. Entretanto, como o próprio Brasil mantinha, curiosamente, uma cultura de campeonatos estaduais, ao contrário dos demais países da região, que têm competições nacionais desde quando começaram a praticar esse esporte, foi necessária a criação, no futebol verde-amarelo, de um torneio nacional, a Taça Brasil, cujo primeiro campeão, em 1959, foi o Bahia.

A ideia de um campeonato sul-americano de clubes, porém, era algo bem mais antigo. Vinha desde os anos 40, no Pós-Guerra. Em 1948, o Colo-Colo, do Chile, com apoio da Confederação Sul-Americana, promoveu no Estádio Nacional de Santiago o Sul-Americano de Clubes Campeões. Dele participaram, além do time da casa, o River Plate (ARG), Nacional (URU), Municipal (PER), Emelec (EQU), Litoral (BOL), e o Vasco, campeão carioca invicto de 1947  e base das seleções carioca e brasileira. O clube carioca foi campeão sul-americano invicto, na primeira conquista do futebol brasileiro no exterior.

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