Bruno Soares diz que mantém confiança por medalhas

Bruno Soares diz que mantém confiança por medalhas

Duas derrotas inesperadas – na semifinal do Aberto do Rio e nas quartas de final em São Paulo – deixaram muitas dúvidas nos torcedores sobre a parceria formada por Bruno Soares e Marcelo Melo, que defenderá o Brasil nas Olimpíadas de 2016. A parceria, feita de forma temporária de olho numa melhor preparação para os Jogos, acabou tendo campanhas aquém do que o público esperava, já que não havia grandes duplas nas competições. Verdade é que os mineiros encontraram situações bem distintas do que acontecerá em agosto, já que o piso (saibro) e as bolas utilizadas nos torneios das últimas semanas são bem diferentes das Olimpíadas. Por isso, Bruno concorda que há falhas a serem corrigidas, mas acredita que a parceria tem total condição de fazer uma boa campanha no Rio.

– Todas as coisas que a gente vai encontrar nas Olimpíadas, a gente já encontra quando a gente joga juntos outros tipos de torneios. Para gente foi muito importante nestas duas semanas já ir trabalhando em cima disso. Além de toda oportunidade que a gente tem de jogar juntos é uma oportunidade de trabalhar em novas coisas, enxergar coisas que a gente precisa melhorar. Temos ainda alguns meses até as Olimpíadas e podemos trabalhar muitas coisas (…) Sempre tem a melhorar. Difícil falar em algum ponto específico. Pequenos erros, até na preparação, na maneira que a gente chegou. Certas coisas que a gente pôde enxergar nessas duas semanas que podem ser corrigidos para as Olimpíadas. Eu acho que, como dupla, a gente está sempre melhorando, evoluindo, amadurecendo, adquirindo mais experiência. A cada torneio que a gente conquista, a gente fica mais experiente, começa a jogar melhor nos momentos importantes. Olimpíadas é um torneio da mais alta responsabilidade. Com toda essa bagagem que a gente consegue trazer, vai ajudar nas Olimpíadas – afirmou Bruno Soares.

Ciente de que a dupla sofrerá uma maior cobrança por resultados justamente pelas conquistas recentes – Melo é o número 1 nas duplas e Soares conquistou o Aberto da Austrália neste ano – Bruno pondera também que ambos receberam muito carinhos dos torcedores mesmo nas derrotas. Até por isso, ele espera poder retribuir com a conquista de uma medalha nos Jogos.

– A pressão é uma coisa que vem com a torcida, do pessoal acreditar, cobrar e querer. A torcida é sempre, com a gente, fantástica. Tanto no Rio quanto São Paulo, todos os momentos que a gente passou, nos treinamentos e nos jogos, andando pelo complexo, é um apoio enorme, um carinho… Você sente confiança, da turma acreditar no nosso trabalho. Acho que isso é o mais recompensador para gente, sentir que nosso trabalho está sendo admirado e o pessoal está acreditando. Eu acho que você ser atleta e estar nas Olimpíadas já é algo enorme. E você ter a confiança do torcedor que você é um cara com potencial para conseguir medalha é muito bacana. Somos privilegiados de estar nessa situação e a gente espera recompensar eles com uma medalha – disse.

Até as Olimpíadas, Bruno e Marcelo devem voltar a disputar alguns torneios juntos, porém, não as principais competições do circuito – Masters e Grand Slams. O mineiro confirmou que fará a sequência de Indian Wells, Miami e Roland Garros ao lado de seu parceiro habitual, Jamie Murray, assim como Melo terá Ivan Dodig ao seu lado. Por isso, o tempo para correções será pequeno. Mas ele lembra que os dois ainda terão um compromisso pela Copa Davis, quando defenderão o Brasil, em julho, e espera encaixar mais um ou dois torneios na programação da dupla olímpica. A ideia é incluir jogos em quadra rápida, mesmo piso que será usado nas Olimpíadas.

– Quadra rápida vai ser difícil porque depois de Wimbledon tem Copa Davis e depois vamos tentar jogar dois torneios na quadra rápida, mas vai depender. A gente vai vir de uma gira muito longa já na Europa. Então vai ter que ver como vai estar desgaste, resultado, uma série de fatores. A ideia é conseguir jogar. O mais importante para gente, já temos a Copa Davis, encaixar mais uma semana, acho que ficaria muito bacana para gente. É difícil falar qual porque a gente é completamente ligado em resultado, é o que move as nossas decisões. Então vamos ter que esperar esses meses. Temos um calendário agora de quase só Masters 1000 e Grand Slam. Daqui até Roland Garros eu jogo só um ATP 500. O resto é Masters 1000 e Roland Garros. Então tem muita coisa a acontecer. Espero estar folgado em resultado para mudar alguma coisa e encaixar algum outro torneio.

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